Estão abertas as inscrições para o I Encontro Capixaba sobre Monitoramento da Contaminação por Microplásticos, a ser realizado no auditório do Laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento de Metodologias para Análise de Petróleos (LabPetro), no campus de Goiabeiras, nos dias 27 e 28 de julho. O evento tem o objetivo de compartilhar projetos e resultados de pesquisas, divulgar estudos em andamento e discutir metodologias de monitoramento.
A programação, gratuita e aberta ao público, acontecerá das 8h às 17 horas. Pessoas interessadas em participar podem se inscrever por meio do site do evento.
O encontro é dirigido a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores, profissionais da área ambiental, gestores públicos, educadores e pessoas interessadas em saber mais sobre poluição por microplásticos, monitoramento ambiental, contaminantes emergentes, educação ambiental, sustentabilidade e conservação dos ecossistemas. O evento também é voltado a participantes de diferentes áreas do conhecimento, como Ciências Biológicas, Oceanografia, Química, Engenharia Ambiental, Engenharia Sanitária, Ecologia, Saúde, Gestão Ambiental e áreas afins.
A programação é composta por 20 atividades, todas no formato de palestras, a serem ministradas por pesquisadores e profissionais da Ufes e de outras instituições, como Universidade Federal Fluminense (UFF), UniSales e Aplysia Soluções Ambientais. Ainda estarão presentes pesquisadores, pós-graduandos, graduandos e colaboradores vinculados ao Laboratório de Biologia Costeira e Análise de Microplástico (LaBCAM) e a instituições parceiras.
O que são microplásticos
A bióloga do Departamento de Química da Ufes Mércia Barcellos, uma das organizadoras do evento, explica que microplásticos são partículas plásticas com tamanho inferior a cinco milímetros (muitas vezes invisíveis a olho nu), que podem ser classificadas como primárias, quando já são produzidas em tamanho reduzido, ou secundárias, quando resultam da fragmentação de resíduos plásticos maiores, como embalagens, sacolas, garrafas, redes de pesca, fibras têxteis e outros materiais descartados no ambiente.
Estudos mostram que os microplásticos podem contaminar a água, os sedimentos, o ar e os organismos. Também podem ser ingeridos por diferentes espécies, causar efeitos físicos e fisiológicos, além de carregar ou liberar substâncias químicas, sendo capazes de entrar nas cadeias alimentares e afetar organismos.
Em relação à saúde humana, a preocupação está associada à exposição por ingestão, inalação ou contato com partículas presentes em alimentos, água e ar. Estudos investigam possíveis impactos no organismo relacionados à inflamação, estresse oxidativo, alterações celulares, efeitos genéticos, efeitos reprodutivos e toxicidade associada a aditivos químicos ou contaminantes aderidos às partículas.
O evento é organizado pelo LaBCAM, em parceria com o Laboratório de Polímeros, o Laboratório de Caracterização de Petróleo e o Programa de Pós-Graduação em Química (PPGQ). Além de Mércia Barcellos, compõem a comissão organizadora os professores do Departamento de Química Cleocir Dalmaschio e Cristina Sad.
Universidade Federal do Espírito Santo