Doutorado Biotecnologia-Renorbio: o sucesso de trabalhar em rede

29/12/2022 - 12:10  •  Atualizado 02/01/2023 12:12
Compartilhe

O doutorado da Rede Nordeste de Biotecnologia (Renorbio), do qual a Ufes é uma das 13 universidades nucleadoras, recebeu a nota 6 na última avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), fundação vinculada ao Ministério da Educação, referente ao período 2017-2020. O resultado revela o sucesso do trabalho em rede que tem, entre os benefícios, a troca de experiências, as oportunidades para estudantes e professores, e o desenvolvimento de projetos de interesse comum.   

Leia também: Após revisão, cinco PPGs sobem de conceito na Capes. Educação conquista nota 6

“O programa está na vanguarda em questões de inovação e incentivo à criação de startups, com professores que se destacam em pesquisas com novas tecnologias, nanopartículas, bioengenharia tecidual, robótica, sinais eletroencefalográficos, melhoramento de café, mamão, milho e outras culturas do Estado”, afirma o coordenador do Programa de Pós-Graduação da Renorbio na Ufes e professor do Departamento de Morforlogia, Breno Valentim.

Conforme a Convenção sobre Diversidade Biológica da Organização das Nações Unidas (ONU), a biotecnologia é definida como “qualquer aplicação tecnológica que use sistemas biológicos, organismos vivos ou derivados destes, para fabricar ou modificar produtos ou processos”. Para incentivar o desenvolvimento de pesquisas, promovendo a integração de conhecimentos de áreas como Biologia, Química e Engenharia, a Renorbio foi criada pelo Governo Federal em 2004 unindo universidades do Nordeste mais o Espírito Santo – devido às características socioeconômicas do estado capixaba.   

“Desde então, a Renorbio já formou 1.314 doutores e temos 531 alunos regulares. A Rede se destaca no depósito de patentes, na geração de novos produtos, no trabalho de proteção intelectual e industrial, na produção qualificada em inovação tecnológica, além da publicação de artigos de alto impacto como já é tradicional nos nossos cursos de pós-graduação”, afirma o professor da Ufes. Só na Ufes, desde 2006, a Rede já formou 82 doutores e atualmente possui 18 estudantes matriculados no programa, que conta com nove professores permanentes.

Intercâmbio

Estudar em uma das instituições de ensino integrantes da Renorbio é ter a possibilidade de intercambiar experiências. Além das 13 universidades nucleadoras, a rede inclui entidades associadas que integram o Núcleo de Pós-Graduação da Renorbio. Segundo o site da Renorbio, “o intercâmbio de docentes e discentes é fomentado, bem como a elaboração e execução de projetos de pesquisa em rede, visando ao estabelecimento de plataformas de competência em projetos acadêmicos e tecnológicos de interesse comum”. 

O professor Valentim acrescenta que os estudantes do doutorado podem se matricular em disciplinas em instituições da Rede livremente. Há aulas remotas e presenciais, além de congressos anuais para apresentação de pesquisa e compartilhamento de informações e experiências. “É uma oportunidade de aprender com outras instituições criando, de fato, o ensino em rede”, afirmou.

 

Texto: Sueli de Freitas
Edição: Thereza Marinho