Seminário discute inclusão e equidade para meninas e mulheres no ambiente esportivo

12/05/2026 - 17:52  •  Atualizado 13/05/2026 17:08
Texto: Tatiana Moura     Edição: Thereza Marinho
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Cartaz de divulgação do evento

“Pensar um ambiente esportivo mais seguro para as meninas também passa por educar os meninos”. A afirmação é da professora do Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) Mariana Zuaneti, que desenvolve, no âmbito do Grupo de Estudos em Esporte e Gênero (Grupa), a pesquisa intitulada Masculinidades em Jogo. Os primeiros resultados do estudo serão apresentados no Seminário Masculinidades em Jogo – Esporte e Equidade de Gênero, que será realizado nesta sexta-feira, dia 15, das 9 às 17 horas, no auditório do CEFD, no campus de Goiabeiras. Pessoas interessadas em participar podem se inscrever gratuitamente neste link.

A pesquisa é realizada pelo Grupa em parceria com o Programa Nós com Elas, da ONG Luta pela Paz, que promove desenvolvimento social por meio do esporte e da educação no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. A professora explica que a ONG já atua no Rio de Janeiro há mais de 20 anos, mas em terras capixabas os trabalhos com projetos sociais tiveram início há quatro anos - há dois, a Ufes entrou para o time.

“Incluir meninas e mulheres (no esporte) envolve construir estratégias que tornem esse ambiente mais seguro e acolhedor para elas, mas também passa por compreender como as masculinidades circulam nesse espaço. O seminário visa apresentar os resultados dessa pesquisa e pensar ações didáticas e pedagógicas dentro dos projetos esportivos para educar as masculinidades e pensar um espaço de construção de masculinidades mais inclusivas, que destoam daquela vinculada à agressividade e à virilidade, que aparece muito nos meios esportivos”, opina.

A pesquisa vem sendo realizada em colaboração com jovens alunos e alunas de alguns projetos sociais atendidos. O objetivo é entender como as masculinidades circulam, são produzidas e desafiadas dentro dos projetos esportivos que participam da rede.

Protagonismo juvenil

Para garantir o protagonismo juvenil, o primeiro passo para o desenvolvimento da pesquisa, conta a professora, foi a construção de um processo de formação dos jovens, com momentos que incluíram imersão na Universidade e diálogos remotos. Em seguida, foram realizados grupos focais, para expandir as compreensões.

“Agora, estamos trabalhando uma etapa de entrevistas com professores e professoras dos projetos e seguimos em diálogo com a Luta pela Paz, para pensarmos em outras iniciativas”, finaliza.

No seminário, além dos resultados iniciais da pesquisa, serão abordados temas como equidade de gênero e reflexões sobre como transformar o cenário de desigualdade e violências contra mulheres. Também haverá um momento dedicado ao compartilhamento de boas práticas para contribuir com a inclusão de mulheres no esporte.
 

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