Mostra Cientistas Brasileiras está em exposição no Ifes de Santa Maria de Jetibá até 13 de março. Visitação gratuita

10/03/2026 - 15:17  •  Atualizado 11/03/2026 11:48
Texto: Tatiana Moura     Edição: Thereza Marinho
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Cartaz de divulgação da exposição

Margareth Dalcolmo, Ethel Maciel, Maria José Pontes, Maria Stella de Novaes. Essas são algumas das mulheres que transformaram a ciência no Brasil e fazem parte da 4ª edição da exposição Cientistas Brasileiras, localizada no Instituto Federal Espírito Santo (Ifes) - Campus Centro-Serrano, em Santa Maria de Jetibá. A visitação é gratuita e acontece de segunda a sexta-feira, das 8 às 16 horas, até o próximo dia 13.

As pessoas poderão conferir a trajetória de 18 cientistas, que foram retratadas por artistas voluntários de várias partes do Brasil, unindo ciência e arte. A iniciativa é do Laboratório de Popularização da Ciência da Ufes (LabPop) e visa expandir a consciência sobre a importância fundamental das mulheres na sociedade, retratando a vida e a obra daquelas que contribuíram para o avanço e o desenvolvimento científico, social e político do país, conforme explica a professora do Departamento de Ciências Biológicas e coordenadora do LabPop, Viviana Corte.

“Por meio da arte, buscamos despertar engajamento e inspirar sentimentos e emoções que possam culminar em mudança social." Ela ainda analisa que o maior diferencial desta edição, em relação às anteriores, não é a exposição em si, mas o movimento que ela promove ao reunir mulheres e meninas para debater a situação da mulher no Espírito Santo. “É importante que esse movimento alcance outros territórios e daí a importância da itinerância. A mostra funciona como uma janela inspiradora ou uma porta aberta para inspiração e promoção de conversas e reflexões e isso, sim, tem potencial de fazer a diferença.”

A exposição Cientistas Brasileiras foi apresentada pela primeira vez em 2023, na Biblioteca Central da Ufes, em comemoração aos 90 anos da arqueóloga Niède Guidon. Em 2024, a mostra ganhou uma nova edição, ampliada, que foi exibida no Ifes de Aracruz.

Jornada desigual

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Foto da equipe do projeto com a vice-reitora Sonia Lopes, na exposição
A equipe do projeto com a vice-reitora Sonia Lopes (no centro, de blusa vinho) na abertura da exposição

Professora do Departamento de Enfermagem da Ufes e vice-reitora da Ufes no período de 2013 a 2020, Ethel Maciel conta que se sente honrada com o reconhecimento, uma vez que as jornadas femininas são, em geral, mais árduas. "Com dedicação à maternidade e à família de forma desequilibrada, competimos nos mesmos parâmetros. É muita desigualdade e, portanto, dar visibilidade à necessidade de igualdade de gênero em todas as áreas e também na ciência é fundamental”, opina.

A docente desenvolve atividades de pesquisa no campo da Saúde Coletiva, com ênfase em Epidemiologia, atuando principalmente nos temas: saúde global, epidemiologia de doenças infecciosas e análise de controle de epidemias, em especial da tuberculose.

Para a professora do Departamento de Engenharia Elétrica da Ufes Maria José Pontes, a mostra "dá visibilidade ao trabalho de cientistas atuando no Brasil. Chama a atenção para a Ciência e pode motivar nossas estudantes e nossos jovens cientistas". Graduada em Física, Pontes tem trabalhado na modelagem e implementação prática de dispositivos em fibra óptica, incluindo amplificadores ópticos; sensores em fibra; aplicação de dispositivos em sistemas de comunicação; cidades inteligentes e sustentáveis; e fotônica integrada.

A mostra, que já registrou mais de 50 mil visitantes, tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Nas palavras de Viviana Corte, a parceria reafirma o compromisso das instituições em levar a discussão sobre igualdade de gênero e protagonismo feminino para além das fronteiras da Universidade.

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