Campus de Goiabeiras sedia a grande final da III Olimpíada Capixaba de Foguetes de Precisão nesta quarta, 7

06/10/2026 - 16:07  •  Atualizado 06/10/2026 17:52
Texto: Hélio Marchioni     Edição: Thereza Marinho
Compartilhe
cartaz de divulgação da olimpíada

O campus de Goiabeiras recebe nesta quarta-feira, 7, a grande final da III Olimpíada Capixaba de Foguetes de Precisão (Ocafop). Das 8h30 às 17 horas, 150 escolas dos 78 municípios capixabas participarão do evento, que envolve educação científica voltada para estudantes da educação básica por meio de atividades de pesquisa, análise, construção e lançamento de foguetes de água e ar comprimido. 

A primeira etapa da Olimpíada foi realizada nas escolas, ao longo de 2026, para definir a equipe representante na grande final. Nas duas etapas, as equipes, compostas por estudantes, lançam foguetes de água e ar comprimido feitas com garrafas PET, com o objetivo de atingir um alvo posicionado a 60 metros de distância da base de lançamento. Vence a equipe que conseguir chegar mais próxima do alvo, considerando a média de dois lançamentos. 

Cada escola é incentivada a montar seu próprio kit, mas também recebeu um kit formado por foguetes e base de lançamento para desenvolver as atividades, cujo objetivo é promover a educação científica e tecnológica, estimular o interesse pela ciência e tecnologia e despertar o espírito científico dos estudantes. A Ocafop está alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), integrando experimentação, resolução de problemas e trabalho colaborativo no ensino de Ciências e Matemática.

Engajamento

A primeira Ocafop teve início em 2024, com apenas cinco escolas. Na segunda edição, em 2025, saltou para 80 escolas e, em 2026, conta com 150 escolas inscritas, evidenciando o potencial de engajamento e impacto na educação científica nos estudantes da educação básica. O engajamento pode ser explicado pela forma como conceitos científicos são aplicados de forma prática e divertida no lançamento de foguetes movidos a água e ar comprimido. 

Para obter bons resultados em uma competição de lançamento de foguetes, como é o caso da Ocafop, os estudantes precisam adotar uma postura investigativa, semelhante à de cientistas e engenheiros. Isso significa realizar vários testes, observar os resultados, registrar e analisar dados e fazer melhorias no kit. Assim, por meio da experimentação e da análise dos resultados, a ciência ajuda a transformar tentativas em acertos cada vez mais próximos do alvo.

O professor do Departamento de Física da Ufes Giuseppi Camiletti, coordenador da Ocafop, destacou que “a Olimpíada é um evento de educação científica que promove o aprendizado de conceitos físicos e articula atividades investigativas, colaborativas e de cultura maker. A etapa da Ufes é a grande final de um processo que aconteceu nas escolas, ao longo de 2026, e que tem sido um sucesso ano após ano”. Clique aqui para saber mais sobre o projeto.

Na Olimpíada, as equipes vencedoras receberão troféus de primeiro, segundo e terceiro lugar, enquanto os estudantes serão premiados com medalhas divididos em três grupos: Grupo 1 - Alta Precisão: medalha de ouro; Grupo 2 - Boa precisão: medalha de prata; e Grupo 3 - Média precisão: medalha de bronze. Já os professores responsáveis receberão um certificado de menção honrosa, pela condução das atividades e participação na Ocafop.

Categorias relacionadas