Simpósio Cais+Artes vai debater sobre museu, teatro e gestão do Cais das Artes

Entre os dias 17 e 19 de maio, o Departamento de Arquitetura e Urbanismo (DAU) da Ufes, em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e com o apoio do Instituto dos Arquitetos do Brasil - Departamento do Espírito Santo (IAB-ES), promoverá o simpósio Cais+Artes, que terá a proposta de discutir o uso do equipamento cultural Cais das Artes, localizado em Vitória, ainda em construção. O encontro será realizado presencialmente no Cine Metrópolis, no campus de Goiabeiras, mas também contará com transmissão ao vivo.

O simpósio vai debater temas pertinentes às atividades de museu, teatro e gestão do espaço. Na programação do Cais+Artes haverá uma conferência de abertura, visitas mediadas ao local e três mesas temáticas com convidados de referência, para promover e impulsionar o debate sobre o equipamento. As atividades serão todas gratuitas, mediante inscrição prévia.

Diálogo aberto

Segundo os organizadores do evento, o simpósio propõe a exposição crítica das premissas, problemas e potencialidades do Cais das Artes, articulada a um diálogo aberto com a sociedade, em busca de evidenciar os processos que permeiam este equipamento cultural desde a concepção do projeto até o futuro modelo de gestão. 

“Interessa também, para além do espaço construído e de sua institucionalidade, indagar sobre as funções, ocupações, públicos, acervos e programações, abrindo este complexo cultural aos desejos e demandas do território ao seu redor, tornando-o vivo e poroso, tanto à participação da população quanto às urgências do presente”, explicam. 

As mesas pretendem fomentar debates sobre três importantes vertentes: o museu, o teatro e a gestão de equipamentos culturais.

Sobre a obra

O Cais das Artes começou a ser construído em 2010 e será a primeira obra de Paulo Mendes da Rocha em sua cidade natal. Com 150 metros de comprimento e 30 de altura, comporta um teatro de ópera e um museu. Segundo o projeto, o teatro terá capacidade para 1.300 pessoas, um palco de aproximadamente 600 metros quadrados e um vão livre com mais de 25 metros de altura até o teto, o que vai permitir a utilização de diversos cenários em uma mesma apresentação.

Já o museu terá grandes salões com diversas alturas livres e diferentes tamanhos, totalizando em torno de 3 mil metros quadrados de área expositiva climatizada. Completam ainda o projeto do museu um auditório com capacidade de 225 lugares, uma biblioteca e um café.

 

Confira a programação:

Visitas mediadas às obras do Cais das Artes 

16 de maio: manhã | 9h às 12h - tarde | 14h às 17h
17 de maio: manhã | 9h às 12h  

 

Conferência de abertura: Cais+PMR

Palestrante: Guilherme Wisnik – professor, crítico e curador. Professor livre-docente na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP), atua em programas de Cultura e Extensão Universitárias nas áreas de cultura, arquitetura, urbanismo, design e artes visuais. Atua regularmente nas associações e encontros acadêmicos dentro dessas áreas, participando de bancas e comissões julgadoras, e publicando em periódicos do Brasil e do exterior.

Data: 17 de maio de 2022 
Hora: 19h às 22h 

Mesa de abertura: 

  • Reitor da Ufes, Paulo Vargas; 
  • Secretário de Estado da Cultura, Fabrício Noronha;
  • Diretora do Centro de Artes da Ufes, Larissa Zanin;
  • Presidente do IAB-ES, Geraldo Lino;
  • Mediação: Professor Kleber Frizzera (DAU-Ufes).

Principais questões abordadas: a importância da obra arquitetônica de Paulo Mendes da Rocha; os projetos de museu ou espaços expositivos criados por Paulo Mendes da Rocha; o contexto de criação do Cais das Artes.  

 

Mesa 1: Cais+Teatro

Palestrante: Nieve Matos – mestra em Artes Cênicas e bacharel em Direção Teatral pela Universidade Federal de Ouro Preto. Integra o grupo Repertório Artes Cênicas e Cia. (Vitória/ES), sediado na Má Companhia, desde 2008, onde desenvolve sua pesquisa como encenadora e dramaturga, atuando também como produtora cultural. Coordena o coletivo Elas Tramam, formado por 27 escritoras, promovendo laboratórios de criação de textos teatrais.

Data: 18 de maio de 2022
Hora: 9h às 12h 

Participantes da mesa:  

  • Fabiano Araújo – professor da Ufes e doutor em Musicologia pela Universidade Paris-Sorbonne. Desde 2019 é diretor geral da Faculdade de Música do Espírito Santo (Fames);
  • Thiara Pagani – artista e membro do grupo capixaba Confraria de Teatro, que também desenvolve pesquisas sobre espaços alternativos de teatro, peça teatral e espaço, cenários, figurinos, adereços e interações com a plateia;
  • Marcelo Lages – bailarino, coreógrafo e diretor artístico. Foi bailarino do Theatro Municipal do Rio de Janeiro durante 15 anos. Atua como gestor cultural e é diretor do Fórum Brasileiro de Ópera, Dança e Música de Concerto;
  • Mediação: Flávia Botechia (DAU-Ufes) e Leonardo Izoton Braga.

Principais questões abordadas: o teatro como usina cultural; o teatro como equipamento público; o teatro como espaço de formação; o grande teatro: impactos, escalas e desafios.

 

Mesa 2: Cais+Museu

Palestrante: Marta Vieira Bogéa – arquiteta urbanista formada pela Ufes, professora livre-docente do Departamento de Projeto da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP). Atualmente é vice-diretora do Museu de Arte Contemporânea (MAC).

Data: 18 de maio de 2022
Hora: 15h às 18h 

Participantes da mesa: 

  • Ananda Carvalho – professora adjunta no Departamento de Artes Visuais da Ufes e curadora; doutora e mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Foi coordenadora da Galeria de Arte e Pesquisa (GAP) da Ufes e, atualmente, coordena a Galeria de Arte Espaço Universitário (Gaeu), o Acervo de Artes Visuais da Ufes e a Plataforma de Curadoria;
  • Fredone Fone – artista, começou sua trajetória na década de 90, por meio do graffiti, influenciado pelo skate e pelo hip hop. Em sua pintura ele utiliza técnicas, ferramentas e cores (preto, branco e cinza) que aprendeu a usar enquanto pintava paredes, grades, portas e janelas das casas com o pai, que é pedreiro;
  • Diego Moreira Matos – pesquisador, professor e curador. Atualmente, é o curador-chefe do Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia (MuBE). É também um dos idealizadores da Rama Plataforma, ambiente dedicado ao ensino e difusão das artes visuais. Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Ceará, é doutor e mestre pela FAUUSP. Organizou com Guilherme Wisnik o livro Cildo: estudos, espaços, tempo. Em parceria com outros profissionais, foi curador das exposições Entrevendo, Estado(s) de Emergência e MemoriAntonia: por uma memória ativa a serviço dos direitos humanos. Foi também um dos curadores do 20º Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil , tendo exercido na Associação Cultural Videobrasil as funções de coordenador de acervo e pesquisa e curador institucional;
  • Luciano Feijão – professor, artista visual e ilustrador. Desde 2003 produz ilustrações para revistas e livros como o Diário do Hospício e A Morte de Ivan Ilitch, dentre outros. Como artista visual realizou exposições individuais e coletivas em Vitória, São Paulo e Cidade do México. Entre 2008 e 2019 atuou como professor da Ufes.
  • Mediação: Angela Gomes e Leonardo Izoton Braga

Principais questões a serem abordadas: qual museu queremos e quais mundos sonhamos; quais exemplos são férteis para pensar este museu; a transversalidade entre museu, território e atores sociais.

 

 Mesa 3: Cais+Gestão

  • Palestrante: Fabricio Noronha – secretário de Estado da Cultura e presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura. Graduado em Artes Plásticas pela Ufes, além de artista e produtor cultural, desenvolveu projetos e produtos em todo o território nacional, na área de tecnologia, educação e cultura, dialogando com coletivos de arte, artistas, pesquisadores, institutos culturais e universidades. Como idealizador e coordenador de projetos culturais, trabalhou com importantes instituições brasileiras. 

Data: 19 de maio de 2022
Hora: 9h às 12h 

Participantes da mesa

  • Emílio Kalil – atuou como Curador de Projetos Especiais na 21ª Bienal de SP e em cargos de gestão como diretor do Theatro Municipal de São Paulo, presidente do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, secretário Municipal de Cultura do Rio de Janeiro e presidente da Fundação Cidade das Artes. É diretor superintendente da Fundação Iberê, em Porto Alegre. 
  • Luís Cruz Matt-Lisboa [remoto] – Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, pós-graduado em História Social Contemporânea pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e Empresa (ISCTE). Atua no Centro de Estudos e Documentação da Fundação EDP e no programa de Mecenato Cultural Fundação EDP Ilumina o Património.
  • Gabriela Moulin [remoto] – jornalista pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com especialização em Relações Públicas pela USP e mestrado em Arquitetura pela Universidade Federal de Minas Gerais. Trabalha há mais de 20 anos na confluência entre educação, cultura e desenvolvimento territorial, junto a investidores sociais privados e públicos e na intersecção com políticas públicas.
  • Mediação: Lutero Proscholdt e Patricia Bragatto

Principais questões a serem abordadas: quais são os possíveis modelos de gestão de espaços culturais contemporâneos; como fazer a gestão dos acervos, ativação e programação; como captar e gerir os recursos.

Com informações da Secretaria de Estado da Cultura
Edição: Thereza Marinho

 

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