Nesta quinta-feira, 12, o Grupo de Dança Sênior da Ufes, vinculado ao projeto de extensão Universidade Aberta à Pessoa Idosa (Unapi) e ao Departamento de Serviço Social, celebrou 25 anos de existência em um evento no Teatro Universitário. A apresentação contou com palestras, sorteio de brindes e muita dança de diversos estilos, indo do jazz à cigana, animando o público.
Em sua fala, a vice-reitora da Ufes, Sonia Lopes, destacou que o Unapi representa de forma concreta o compromisso social da universidade pública com a inclusão e com o direito à educação. “Ao longo desses anos a dança sênior tem mostrado que a Universidade também é um espaço de encontro entre gerações, de produção de saúde, bem-estar e fortalecimento de vínculos, onde o conhecimento se articula com a experiência, a alegria e a vitalidade das pessoas idosas”, assinala.
A professora aposentada do Departamento de Educação Física e Desportos e facilitadora do Grupo de Dança Sênior da Ufes, Maria Inês Sonegheti, não escondia a emoção. “Passamos por muitas situações, 25 anos é uma trajetória de vida. Hoje o sentimento é maravilhoso, temos 180 alunos e não é qualquer projeto que consegue ter esse tempo todo de atividade. Estamos felizes por estarmos vivos, com saúde e dançando”, comemorou.
De acordo com a professora, a oferta de atividade de dança para pessoas da terceira idade teve origem na Ufes em 1998, como uma das atividades oferecidas pelo Unapi. “Nessa época, fui convidada a participar do Unapi para levar aulas de dança para um público formado por pessoas com mais de 60 anos. A prática se chamava Atividades Físicas e Dança, e se desenvolvia ainda com um pequeno grupo”, lembra.
Em 2001, perto da aposentadoria, ela conheceu a modalidade de dança específica para esse público, realizou o curso básico e aplicou esse conhecimento no Unapi, iniciando os trabalhos na oficina de Dança Sênior, pela qual já passaram cerca de mil participantes.
Movimento e qualidade de vida
A professora do Departamento de Serviço Social e coordenadora do Unapi, Cenira Oliveira, também presente no evento, lembrou que, nos 30 anos do projeto de extensão, a Dança Sênior é o único projeto que se mantém de forma ininterrupta. “E o meu balanço é super positivo pela organização, pela garra da Maria Inês e pela capacidade que a dança sênior tem de trazer mais pessoas idosas paro o projeto, trazendo-os para o movimento, para a saúde e para a qualidade de vida.”
Saúde e qualidade de vida foi o que motivou a aposentada Margareth dos Santos, de 70 anos, a buscar a dança. Ela conta que, após passar por uma cirurgia no cérebro para a retirada de tumores, os esquecimentos tornaram-se parte da rotina, o que causava aflição nos familiares, mas a dança vem revertendo o quadro. “As coreografias me fazem despertar, alguns alunos esquecem os passos, mas com o tempo eu passei a não esquecer. A dança me ajuda a fortalecer a memória. Minha dança favorita é a zumba”, pontuou.
Em 2023, com o objetivo de dar mais visibilidade a essa modalidade de dança a todos os públicos como uma atividade física que foca no envelhecimento saudável, o Grupo de Dança Sênior mobilizou os vereadores da Câmara de Vitória, que instituíram a inclusão do Dia da Dança Sênior no Calendário Oficial de Eventos da capital. A data passou a ser celebrada em 9 de março, dia do início da prática na Unapi.
Universidade Federal do Espírito Santo