Palestra na Ufes debate desafios e perspectivas dos estudos sobre a Ásia. Evento gratuito e aberto ao público

31/08/2026 - 17:41  •  Atualizado 31/08/2026 20:38
Texto: Adriana Damasceno     Edição: Thereza Marinho
Compartilhe
Cartaz de divulgação do evento

Entender melhor a Ásia, sua diversidade e o lugar que o continente ocupa na produção de conhecimento no Brasil é a proposta do Laboratório de Estudos Transasiáticos (Leta/Ufes), que inicia suas atividades na quarta-feira, 2 de setembro. A estreia será com a palestra Os Estudos Asiáticos: o campo de pesquisa, desafios e potencialidades, às 19 horas, no auditório do IC-2, no Centro de Ciências Humanas e Naturais (CCHN, campus de Goiabeiras). O encontro é gratuito e aberto ao público.

A palestra será ministrada pelo professor e historiador Fernando Pureza, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Autor do livro História da Ásia, ele vai discutir o desenvolvimento dos estudos sobre a Ásia no Brasil, os desafios enfrentados pela área e suas possibilidades de expansão.

Coordenadores do Leta, os professores do Departamento de História Emiliano Unzer e Carolina Figueiredo explicam que a escolha do tema para iniciar as atividades busca apresentar o Laboratório e ao mesmo tempo discutir as razões de sua criação. Segundo eles, embora existam iniciativas em algumas universidades, os estudos sobre a Ásia ainda são pouco desenvolvidos no Brasil, sobretudo diante da dimensão e da diversidade do continente.

A palestra vai discutir fatores históricos e institucionais relacionados a esse cenário, entre eles o peso de uma tradição historiográfica ainda muito voltada para a Europa e o Ocidente, além do potencial dos estudos asiáticos para ampliar a compreensão sobre processos globais.

Espaço de pesquisa

O Leta pretende funcionar como um espaço de pesquisa e formação para estudantes de graduação e pós-graduação. As linhas de investigação abrangem a Ásia Ocidental e sua diáspora, o Sul e o Sudeste Asiático, a Ásia Central e as relações entre Ásia e África. Entre os temas de interesse estão as formas de resistência e as identidades híbridas produzidas em contextos coloniais e pós-coloniais, além da produção artística e cultural asiática como documento histórico.

A médio prazo, Unzer e Figueiredo pretendem estruturar um grupo de estudos permanente, um projeto de extensão e uma programação de eventos e palestras. Mais informações sobre o Leta podem ser obtidas no site do Laboratório e em seu perfil no Instagram.

Categorias relacionadas