Orquestra Sinfônica do ES apresenta sinfonia de Gustav Mahler em dois concertos no Teatro Universitário

20/05/2026 - 18:16  •  Atualizado 21/05/2026 14:20
Texto: Leandro Reis     Edição: Thereza Marinho
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Cartaz de divulgação do evento

Uma das obras mais importantes da música erudita, a Sinfonia n.6, do compositor austríaco Gustav Mahler, será executada em dois concertos pela Orquestra Sinfônica do Estado do Espírito Santo (Oses), no Teatro Universitário, nesta quinta e sexta-feira, dias 21 e 22. Os ingressos estão à venda pelo site Meu Bilhete e na bilheteria do teatro, das 14 às 19 horas.

As apresentações integram as séries Pré-estreia e Concertos Sinfônicos, que ocupam palcos importantes do Espírito Santo ao longo do ano com obras consagradas da música clássica, sob a regência de Helder Trefzger. Segundo o maestro, a escolha pela peça musical de Mahler se deve ao lugar “ímpar” que o compositor ocupa na história da música erudita.

“Mahler conseguiu extrapolar as linhas [da música erudita] que vinham desde Beethoven, passando pelo Romantismo, levando a música a outro patamar. Trabalhou muito com a emoção, com a sátira. Foi um compositor dos mais inspirados”, explica Trefzger.

"Trágica"

A Sinfonia n.6 estreou em maio de 1906, na cidade de Essen, na Alemanha, sob regência do próprio Mahler. A peça é composta por quatro movimentos: Allegro energico, Scherzo, Andante moderato e Finale. Conhecida como “Trágica”, a obra prenunciou a decadência pessoal do compositor, afirma Trefzger.

“Apesar de ter sido composta num momento feliz da vida do Mahler, parece que a Sinfonia n.6 anteviu uma série de tragédias na vida pessoal dele. Depois de terminar a sinfonia, ele perdeu uma filha pequena, foi demitido da Ópera de Viena, se separou e descobriu uma doença que o mataria anos mais tarde. Tanto é que ele colocou os golpes de martelo, no final da sinfonia, simbolizando os golpes do destino que se abateriam sobre a sua vida”, diz o maestro.

Além da carga emocional, a obra se destaca pela exigência de um grande número de músicos e de instrumentos não tão usuais. Nestes dois concertos, a Oses se apresentará com 94 músicos e instrumentos como o citado martelo, a celesta e o xilofone. “Ele escreveu dez sinfonias, e todas muito grandiosas”, diz Trefzger.
 

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