Pesquisadores desenvolvem simulador que avalia medidas contra COVID-19 em favelas

Diversas políticas públicas estão sendo propostas para conter o avanço do coronavírus. Porém, como avaliar sua eficiência? Pensando nisso, um grupo de pesquisadores, incluindo a professora do Departamento de Engenharia e Tecnologia do Centro Universitário do Norte do Espírito Santo (Ceunes) Gisele Chaves, desenvolveu o simulador Favelas contra o coronavírus, que permite verificar o impacto de determinadas medidas de contenção da COVID-19 em comunidades.

A professora explica que a inciativa começou ao se verificar a existência de outros simuladores desenvolvidos mundialmente. O grupo, então, decidiu contribuir com a análise, promovendo a avaliação de iniciativas de combate ao coronavírus voltadas à população desassistida em comunidades.

Inicialmente, os dados apresentados pela equipe são relativos a comunidades localizadas na cidade do Rio de Janeiro. Foram avaliadas as seguintes medidas: 1) remoção temporária de moradores para espaços públicos; 2) remoção temporária de moradores para hotelaria; 3) subsídio a insumos de higiene; 4) renda básica para compra de produtos de higiene; 5) estruturas emergenciais de saneamento; 6) expansão da disponibilidade de leitos de UTI; e 7) uso de máscaras de proteção facial.

Utilizando os dados do simulador, Gisele Chaves pontua que, isoladamente, o uso de máscaras de proteção individual mostrou ser a medida mais efetiva de controle, mas seus efeitos são potencializados com a adoção das demais. Considerando os cenários mais pessimistas da pandemia, para se salvar o maior número de vidas, é necessária uma combinação de ações simultâneas que “removam 5 mil pessoas por km², desenvolvam estruturais emergenciais de saneamento, forneçam produtos de higiene para 50% dos domicílios e disponibilizem 20 novos leitos de UTI por dia”, explica. Segundo a professora, essas iniciativas poderiam salvar até 15 mil vidas.

O simulador está disponível para uso público, sendo que qualquer pessoa pode acessar o sistema e fazer projeções inserindo dados de seu município.

 

Texto: Vinícius Fontana
Edição: Thereza Marinho

 

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