COVID-19: Ufes presta apoio a estudantes que estão no exterior e a alunos estrangeiros

A Ufes, por meio da Secretaria de Relações Internacionais (SRI), vem prestando apoio aos estudantes e professores da Universidade que realizam estudos no exterior, e também aos estrangeiros que estão vinculados à instituição. As ações tiveram início em janeiro deste ano, quando o surto de COVID-19 chegou à Europa.

No total, 34 estudantes de graduação e 20 de pós-graduação da Ufes estão fora do país (a maioria na Europa), e 98 estudantes estrangeiros estão vinculados à Ufes.

“As universidades estrangeiras notificaram a Ufes desde janeiro sobre as opções dadas aos estudantes e professores, relativas a permanecer no país ou a retornar. Apenas três estudantes optaram por retornar de Portugal e foram matriculados nas disciplinas de seus cursos, por meio da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). Os demais continuaram nos respectivos países, respeitando as regras de confinamento e dedicando-se aos estudos segundo as decisões estabelecidas em cada local, seja de estudo on-line ou de suspensão de aulas”, explica a secretária de Relações Internacionais, Patrícia Cardoso. Ela destaca que a SRI tem mantido contato com as instituições estrangeiras sobre as medidas tomadas e sobre a assistência prestada aos alunos internacionais.

A professora esclarece que a decisão de voltar ao Brasil ou de permanecer no exterior compete ao intercambista, cabendo à Ufes oferecer apoio no contato com a universidade que o recebeu e com as autoridades do Ministério das Relações Exteriores.

Estudantes no exterior

Gabriel Roccon é um dos estudantes de graduação que estão no exterior. Aluno do curso de Geografia do campus de Goiabeiras, o estudante realiza intercâmbio de um semestre nos Estados Unidos, na Universidade de Massachusetts, localizada no município de Quincy, onde optou por permanecer. “Vim para ficar um semestre e, apesar de os locais de estudo estarem fechados, decidi continuar porque os estudos continuam e aqui tenho uma boa estrutura e um bom seguro de saúde”, afirma.

O estudante decidiu ficar nos EUA porque as aulas poderiam voltar a ser presenciais, mas já foi decidido que todo o semestre será on-line. “Estou acompanhando as aulas, mas sem acesso a alguns dos materiais que precisaria para estudar, pois os edifícios estão fechados, inclusive o da biblioteca. Espero que até junho, quando planejo voltar, eu consiga conhecer um pouco mais a região”, completa. Roccon está em contato direto com a SRI, a quem comunicou a sua decisão.

Outro estudante que decidiu permanecer no exterior foi João Luiz Fonseca, que é doutorando em Biologia Animal e realiza parte de seus estudos no instituto alemão Deutsches Primatenzentrum (DPZ), no município de Göttingen, na região central do país. “Estamos seguros e cumprindo as regras de segurança locais, que restringem a circulação de pessoas e o funcionamento de comércio. O instituto ao qual estou vinculado já informou que permanecerá fechado pelo menos até 20 de abril, mas estou trabalhando em casa”, afirma.

Fonseca chegou ao país em agosto do ano passado e pretende, durante um ano de intercâmbio, sequenciar o genoma de bugios que tiveram febre amarela no Espírito Santo. “Estou esperando as amostras para análise chegarem do Brasil, mas depende de autorizações do Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais] e do órgão equivalente da Alemanha. Estou considerando, com meu orientador, prorrogar o prazo da estadia”, acrescenta.

Estrangeiros no ES

Os estudantes estrangeiros vinculados à Ufes também estão sendo orientados sobre a COVID-19 no Espírito Santo e o funcionamento da Universidade. Ao todo, são 98 alunos de 33 países, sendo que 36 deles chegaram a Vitória neste primeiro semestre de 2020. As principais informações vêm sendo traduzidas para o inglês, a fim de facilitar a compreensão dos estudantes, e também foi criado um guia de perguntas frequentes com foco nesse grupo, disponíveis no site da SRI (internacional.ufes.br).

Informações também estão sendo divulgadas por meio de redes sociais e pelo WhatsApp, em caso de emergências. “O professor de Enfermagem Thiago Prado, chefe da Divisão da Mobilidade para a Ufes, representa a SRI no Comitê Operativo de Emergência (COE-Ufes) e está em contato direto com os estudantes”, acrescenta a professora Patrícia.

Um desses estudantes é o colombiano Oscar Jhony Villa Ramírez, que iniciou, neste semestre, o mestrado no Programa de Pós-Graduação em Letras. Ele afirma que tem mantido contato com seus parentes na Colômbia, onde também foi orientado o isolamento social, como no Brasil. “Eu e minha família estamos cumprindo o isolamento e recebendo todo o apoio da Ufes por meio da SRI. Ficarei no Brasil porque, para mim, concluir esse mestrado é prioridade”, declara.

Dentre os estrangeiros, há um grupo de alunos que faz o curso preparatório para a prova de proficiência em português oferecido pela Universidade. Participam da formação estudantes selecionados para ingressar em universidades brasileiras pelo Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G). O chamado Pré-PEC-G antecede a prova para obter o Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras).

Até o momento, a prova do Celpe-Bras está mantida para outubro e os professores do Pré-PecG da Ufes prepararam atividades para que os alunos possam estudar em casa durante o período de suspensão de aulas. A maioria desses estudantes não falava português no início do curso.

 

Texto: Lidia Neves
Edição: Thereza Marinho

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