Cepe define normas para adesão integral da Ufes ao Sisu

O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Ufes (Cepe) definiu nesta sexta-feira, 6,  as normas para adesão ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Ministério da Educação (MEC). Entre outras determinações, a resolução 15/2016 regulamenta a decisão de utilizar, exclusivamente, as notas do Exame Nacional do Ensino Médio 2016 (Enem) como forma de seleção e classificação dos candidatos aos cursos presenciais de graduação da Universidade para o ano de 2017.

Ainda serão estabelecidas quais as notas mínimas, bônus e pesos para cada uma das cinco provas do Enem em cada curso. O bônus é uma nota extra que pode ser acrescida à nota do candidato em função do seu endereço domiciliar , também conhecido como bônus CEP (Código de Endereçamento Postal), ou de ter estudado em escola pública. Os colegiados de cada curso terão 30 dias, a partir de 9 de maio, para enviarem suas contribuições para a Câmara Central de Graduação, vinculada à Pro-Reitoria de Graduação, que vai definir esses critérios. A redação terá um peso único para todos os cursos. Segundo o MEC os pesos para cada prova pode variar de 1 a 5.

Os cursos a distância ou com edital específico do governo federal realizarão processos seletivos especiais. É o caso dos cursos de Licenciatura Intercultural Indígena (Prolind) e Licenciatura Plena em Educação do Campo (Procampo). O curso de Música utilizará o Enem como primeira fase do processo seletivo e uma avaliação de habilidade específica será feita como segunda etapa.

A partir de agora, a administração das inscrições, classificação e divulgação dos resultados ficará aos cuidados do Sisu, sob a responsabilidade do Ministério da Educação. O CEPE também definiu que a resolução passará por uma ampla avaliação a cada quatro anos.

A adesão integral da Ufes ao Sisu foi definida no dia 27 de abril, após votação realizada em sessão extraordinária do Cepe. Com a decisão, a partir do próximo processo seletivo o Sisu torna-se a única forma de ingresso em 98 cursos de graduação da instituição, acabando com a segunda etapa do Vestibular da Ufes, composta por questões discursivas e redação, até então realizada para todos os cursos da Universidade.

O reitor Reinaldo Centoducatte afirmou que a decisão visa ampliar o ingresso de estudantes na instituição: “Temos vagas ociosas na Ufes. O que estamos buscando é a ampliação do ingresso de estudantes e temos um indicativo de que, com a adesão ao Sisu, vamos ter menos vagas ociosas”.

Centoducatte destacou ainda que a adesão ao Sisu vem ao encontro de uma política de inclusão adotada pela Universidade. “Nossa universidade é federal, todos nós somos brasileiros. Nossos estudantes podem participar de processos seletivos em outros estados, porque vamos adotar uma política de excluir? Temos que adotar uma política de incluir”, ressaltou.

Vagas

Anteriormente, a Ufes já adotava o Sisu no processo seletivo realizado no meio do ano para 450 vagas dos cursos dos campi de Alegre e de São Mateus. Em janeiro deste ano, a Ufes ofertou 450 vagas em nove cursos do Centro Universitário Norte do Espírito Santo (Ceunes), em São Mateus. Com a adesão integral ao sistema, mais 3.834 vagas de 98 cursos da Universidade passam a ser ofertadas pelo Sisu, totalizando 4.284 vagas.

Com a adesão integral da Ufes ao Sisu, passa de 139 para 140 o número de instituições públicas de ensino superior (entre universidades e institutos federais) que utilizam o Sisu como processo de seleção. Das 63 universidades federais, agora, apenas três continuam realizando vestibulares próprios: Santa Catarina, Rondônia e Oeste do Pará.

Texto: Hélio Marchioni
Edição: Thereza Marinho

 

 

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