Bispo auxiliar de Vitória participa de discussão na Ufes sobre centralidade da religião na configuração da sociedade

02/02/2026 - 17:15  •  Atualizado 02/02/2026 19:03
Texto: Tatiana Moura     Edição: Thereza Marinho
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Foto do grupo discutindo em volta da mesa

A vice-reitora da Ufes, Sonia Lopes, recebeu nesta segunda-feira, 2, integrantes do grupo de extensão Observatório da Religiosidade para uma discussão sobre a centralidade da religião na vida social, cultural e política capixaba. Entre os participantes estavam o bispo auxiliar da Arquidiocese de Vitória, Dom Anderson Franklin; o padre da Paróquia Santa Teresa de Calcutá, Kelder Brandão; os professores do Departamento de Ciências Sociais Marcelo Vieira e Maro Lara; o professor do Departamento de Filosofia Edebrande Cavalieri; e o professor do Departamento de Educação, Política e Sociedade Edivaldo Bortoleto.

Criado em 2024, o Observatório surgiu como uma proposta de articulação entre a Universidade e a Arquidiocese de Vitória, com o intuito de criar um ambiente permanente de estudo, reflexão e ação sobre o fenômeno religioso em suas múltiplas expressões.

O grupo se reúne mensalmente e a discussão de hoje girou em torno do livro Brasil no espelho: um guia para entender o Brasil e os brasileiros, escrito pelo PhD em Ciência Política, mestre em Estatística e professor da Fundação Getúlio Vargas Felipe Nunes. A publicação apresenta resultados que apontam como os brasileiros se veem e se compreendem no que diz respeito a aspectos como crenças, medos, expectativas e valores, revelando como traços da personalidade coletiva geram problemas e limitações ao desenvolvimento. Por fim, a obra ajuda a reconhecer dificuldades no aprimoramento da sociedade, aponta caminhos para a criação de políticas públicas e propõe possibilidades para o futuro.

Foto dos participantes do grupo em pé, na sala da vice-reitora da Ufes
Na foto: Edebrande Cavalieri, Edivaldo Bortoleto, padre Kelder, Sonia Lope, Dom Anderson Franklin, Maro Lara e Marcelo Vieira.

Na visão da vice-reitora, debater a religiosidade no âmbito da Universidade é importante por ela ser capaz de explicar os cenários político e social do país. “E o livro nos traz dados importantes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a religiosidade do brasileiro. Nossa proposta é, a partir dessas informações, pensar a religião de uma forma ampla, pois essas informações nos provocam a pensar como a realidade está sendo estruturada e o quanto a religiosidade está na base de tudo”, analisa.

O bispo auxiliar da Arquidiocese de Vitória, Dom Anderson Franklin, defende que a Universidade é um local oportuno para a discussão acerca da religião e classifica como enriquecedora a acolhida feita pela Ufes.

“Os aspectos da religiosidade popular e as experiências religiosas daqueles que estão aqui constituem os estudantes e a própria sociedade. Nesse sentido, o diálogo entre a Igreja e a Universidade busca refletir de forma racional e profunda sobre os aspectos da religião e a configuração da sociedade a partir da própria fé. O estado e a Universidade são laicos, mas o dado religioso não deve ser negligenciado, principalmente na formação da sociedade brasileira, tão complexa como é”.

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