Com o slogan "Igual a você", Ufes inicia campanha sobre acessibilidade

Priorizar a acessibilidade como temática presente no ambiente universitário. Com esse entendimento, a Ufes promove, neste mês (quando se comemora, no dia 21, o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência), uma campanha de conscientização a partir de conceitos atitudinais, que é a percepção do outro sem preconceitos, estigmas, estereótipos e discriminações, considerando que é a atitude da pessoa que impulsiona a remoção de barreiras.

“Igual a você – pessoas com deficiência têm impedimentos e dificuldades, mas também têm sentimentos, empenho e potencialidades”, destaca o conteúdo da ação que estará nos canais de comunicação da Universidade até o fim de setembro, incluindo o portal web (veja imagem no canto superior direito da página principal) e as redes sociais oficiais. São cinco peças com conteúdos que mostram as expectativas de vida para diferentes perfis de pessoas com deficiência física, visual, auditiva e intelectual.

Desenvolvida pela Superintendência de Comunicação (Supec) da Ufes, a campanha aponta, de forma criativa e sensível, para questões como inclusão, reconhecimento e valorização, de modo que a pessoa com deficiência possa elevar sua autoestima e construir grandes expectativas diante dos seus desafios.

“A campanha busca mostrar que as limitações não impedem que a pessoa com deficiência se torne estudante, servidor técnico ou professor da Universidade, ou mesmo outras funções no mundo do trabalho, como a realidade demonstra”, argumenta o professor do Centro de Educação Douglas Ferrari. Ele, que possui baixa visão, coordena o Núcleo de Acessibilidade da Ufes (Naufes). A campanha chama atenção para o respeito e para a compreensão de que, com ações inclusivas e de permanência, as possibilidades podem ser ampliadas. Desde 2018, a Ufes trabalha para desenvolver ações que promovam acessibilidade nos quatro campi universitários.

Para isso, a Comissão de Acessibilidade, criada em 2018, pontua eixos prioritários nas áreas arquitetônica, metodológica, programática, instrumental, de transportes, de comunicação e digital. Douglas Ferrari pondera: “As pessoas não podem ser hierarquizadas em função da capacidade ou incapacidade, porque esse conceito é capacitismo, que se materializa em discriminação e preconceito”. E acrescenta: “A Ufes possui grandes desafios nessa área, como a acessibilidade em edificações e ao acervo das bibliotecas, o aperfeiçoamento de conteúdos didáticos-pedagógicos e a formação continuada de educadores, o acesso aos meios de comunicação e a criação de uma cultura inclusiva”.

 

Texto: Luiz Vital
Edição: Thereza Marinho
Imagem: Freepik

 

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