Sisu 2018: Comissão indefere matrícula de 2,97% dos candidatos autodeclarados PPI

“É preciso garantir o direito a quem é de direito”. É com esta frase que a pró-reitora de Graduação da Ufes, Zenólia Figueiredo, define o processo de verificação dos candidatos que foram aprovados no processo de Sistema de Seleção Unificada (Sisu)/Ufes pelo sistema de reserva de vagas étnico-raciais. 

Este ano, além da entrega de uma fotografia tamanho 10x15 acompanhada de autodeclaração impressa e assinada, os candidatos autodeclarados PPI (pretos, pardos e indígenas) cujas características fenotípicas suscitaram dúvidas na Comissão de Verificação de Autodeclaração foram convocados para uma entrevista presencial.

Até o momento, dos 1.411 inscritos, 156 foram convocados para entrevista. Destes, 124 compareceram e 42 tiveram sua matrícula indeferida, o que corresponde a um percentual de 2,97%. O processo já foi realizado em Vitória (para os candidatos que concorreram a vaga nos cursos dos campi de Goiabeiras e Maruípe) e está em andamento nos campi de Alegre e São Mateus.

Recurso

O candidato que não compareceu à entrevista foi automaticamente desclassificado do Processo Seletivo Sisu/2018. Já o candidato cujo pedido foi indeferido pode apresentar recurso em um prazo de até 48 horas. Segundo informações da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), o recurso será analisado técnica e juridicamente. Caso o recurso seja deferido, o candidato poderá se matricular.

Para Zenólia Figueiredo, o número de candidatos autodeclarados pretos ou pardos cuja matrícula foi indeferida é considerado pequeno. Neste processo, não houve candidatos autodeclarados indígenas.

“É um percentual relativamente baixo, considerando o número total. E desejamos que, a cada ano, seja menor. Somos uma instituição educativa e nossa intenção é conscientizar as pessoas, não punir. Nosso objetivo é fazer com que as ações afirmativas sejam eficientes na Universidade e garantir que, quem tem direito, tenha seu direito garantido”, destacou a pró-reitora.

Especialistas

A Comissão de Verificação de Autodeclaração é formada por sete membros, incluindo pesquisadores do campo étnico-racial. No processo de verificação, eles buscam identificar nos candidatos autodeclarados pretos, pardos ou índios características fenotípicas (características observáveis de um indivíduo) de afrodescendentes ou de indígenas.

Em 2017, 12 candidatos tiveram a matrícula cancelada após terem o recurso indeferido pela Ufes. Destes, dois ingressaram com ação judicial, mas a Justiça manteve a decisão da Universidade.

Confira todas as informações sobre o Sisu/Ufes 2018 no site: www.sisu.ufes.br.

Texto: Thereza Marinho

 

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