ZooKeys publica estudo sobre pterossauros realizado por professora do CCA

O estudo sobre pterossauros realizado pela professora e coordenadora do Núcleo de Estudos em Paleontologia e Anatomia Comparada do Departamento de Biologia do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Ufes, Taissa Rodrigues (foto), em parceria com o paleontólogo Alexander Kellner, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi publicado no periódico científico de acesso livre ZooKeys.

O estudo apresenta a revisão mais extensa disponível dos pterossauros com dentes do Cretáceo da Inglaterra e apresenta informações taxonômicas detalhadas, diagnoses e fotografias de 30 espécies.

Pterossauros são um grupo extinto de répteis voadores, abundantes em poucos depósitos. Um destes é situado na Inglaterra, onde centenas de fósseis destes animais, que dominavam os céus há 110 milhões de anos atrás, foram escavados. Paleontólogos reanalisaram estes fósseis e descobriram que eles possuíam uma diversidade de grupos muito maior do que o que se acreditava.

Descrição

Os pterossauros do Cretáceo da Inglaterra foram primeiramente descritos pelos naturalistas britânicos Richard Owen e Harry Seeley no século XIX, quando pouco se conhecia sobre a diversidade do grupo, o que resultou na descrição de dezenas de espécies, todas baseadas em restos muito fragmentários, representados, principalmente, pelas pontas dos bicos destes animais. No entanto, fósseis de pterossauros descobertos mais recentemente abriram uma discussão a respeito de sua diversidade.

Os resultados do estudo demonstram que estes pterossauros possuíam uma diversidade impressionante em suas aparências. Os paleontólogos foram capazes de identificar 14 espécies diferentes, pertencendo a pelo menos cinco gêneros, demonstrando uma diversidade muito maior do que o que se acreditava anteriormente.

Outra descoberta foi que estes répteis voadores da Inglaterra são aparentados de espécies encontrados no nordeste do Brasil e no leste da China. “Isto é muito interessante, especialmente porque os continentes já haviam se separado. Se estes animais fossem migratórios, nós teríamos encontrado as mesmas espécies em todos estes depósitos”, destaca a professora Taissa Rodrigues. No entanto, os cientistas descobriram que a Inglaterra, Brasil e China tinham suas próprias espécies e gêneros.

Análise dos fósseis de outros continentes demonstrou que este grupo de pterossauros já se encontrava bem distribuído em todo o planeta há 110 milhões de anos atrás, e devem ter sido importantes elementos faunísticos neste momento do Cretáceo, sendo competidores das primeiras aves até sua misteriosa extinção alguns milhões de anos depois.

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