Tese que propõe internet 10 vezes mais rápida é destaque no Prêmio Capes 2017

Um trabalho desenvolvido na área de Telecomunicações, propondo melhorias no desempenho das redes de acesso à internet, concedeu à Ufes, pela segunda vez consecutiva, destaque no Concurso de Teses da Capes, que premia as melhores pesquisas de doutorado defendidas no país. As duas teses, defendidas pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica, receberam menção honrosa na categoria Engenharias IV. Em 2016, o destaque foi para o trabalho de Carlos Cifuentes, na área de Tecnologia Assistiva (clique aqui para conhecer a pesquisa) e, em 2017, Reginaldo Nunes representará a Ufes na premiação, que será realizada nesta quinta-feira, 7 de dezembro. Este ano, o Prêmio Capes teve 914 inscrições sendo que, para a categoria Engenharias IV, foram inscritas 26 teses.

Por meio da proposta apresentada por Nunes, as empresas operadoras das redes de acesso à internet poderiam oferecer ao usuário final um serviço com maior velocidade de transmissão e melhor qualidade, caso optem pela ampliação do uso da fibra ótica. Atualmente, outras tecnologias têm sido priorizadas nessas redes, como o par trançado, no caso das empresas de telefonia, ou o cabo coaxial ou via satélite, no caso de empresas de TV a cabo, que disponibilizam o acesso à internet, compartilhado com outros serviços.

No entanto, esses recursos apresentam limitações em relação à ampliação de velocidade, demandada cada vez mais pelos usuários, seja para baixar vídeos mais rapidamente, assistir a um filme em tempo real ou fazer uma reunião com alta qualidade e sem o risco de que a conexão seja interrompida. "No estado, há apenas uma empresa que utiliza a rede de fibra ótica, no entanto para viabilizar a ampliação da velocidade, o caminho é o maior emprego desse recurso", explica o professor Marcelo Segatto, professor de Engenharia Elétrica e orientador de Nunes.

Bits

O aumento de velocidade também é destacado por Jair Silva, professor do mesmo departamento e coorientador do trabalho: "Hoje são oferecidas ao usuário velocidades na ordem de dezenas a centenas de Megabits. Nossa proposta permitirá que as redes de acesso possam migrar para 1 Gigabit por segundo, ou seja, 1 bilhão de bits por segundo", explica o professor.

O professor Marcelo Segatto destaca ainda o ganho na flexibilidade das alterações solicitadas pelos usuários da rede: "Atualmente se você quiser mudar sua taxa de transmissão tem que trocar o aparelho, o modem, e aguardar a visita técnica. Com nossa proposta você resolve tudo por um telefonema ou e-mail e pode utilizar imediatamente sua nova opção".

O autor da proposta consagrada no Prêmio Capes 2017, Reginaldo Nunes, que é professor do Instituto Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo, destaca que os experimentos realizados utilizaram técnicas de modulação avançadas, isto é técnicas que permitem juntar o sinal de vários usuários e transmiti-los ao mesmo tempo na fibra: "Nosso trabalho demonstra a viabilidade do uso dessa tecnologia em sistemas para rede óptica de acesso e descreve todos os procedimentos para construção da arquitetura física e lógica para uma rede capaz de fornecer diferentes níveis de serviços aos usuários ou aplicações, com grande desempenho", explica o pesquisador.

Texto: Nábila Corrêa
Edição: Thereza Marinho

 

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