Pesquisadores começam a implementar Centro de Estudos Climáticos na Ufes

O professor Carlos Nobre - pesquisador, engenheiro eletrônico pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), PhD em Meteorologia pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) e referência mundial em Climatologia - será o coordenador do primeiro Centro de Estudos Climáticos do Brasil, com caráter interdisciplinar, que ficará sediado na Ufes. Na tarde desta terça-feira, 13, ele se reuniu na Universidade com o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Neyval Costa Reis Júnior, pesquisadores e representantes da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) e da Vale para a primeira reunião de trabalho.

A assinatura do termo de cooperação (foto) para implementação do Centro ocorreu na manhã desta terça, no Palácio Anchieta, com a presença do governador Paulo Hartung, do vice-governador César Colnado, do reitor da Ufes Reinaldo Centoducatte, do diretor-presidente da Fapes José Antônio Bof Buffon, do gerente-executivo de Tecnologia e Inovação da Vale Luiz Mello, e do diretor-executivo de Sustentabilidade e Relações Institucionais da Vale, Luiz Eduardo Osorio, entre outras autoridades. Na ocasião, Carlos Nobre ministrou uma aula inaugural na qual evidenciou do aquecimento global e apontou caminhos possíveis para reduzir seus impactos.

A iniciativa pioneira é resultado da parceria entre o Governo do Estado, por meio da Fapes, a Ufes  e a Vale.

O diretor-presidente da Fapes, José Antônio Bof Buffon, destacou que a climatologia é uma das áreas mais proeminentes da fronteira científica na atualidade: “Estamos vivendo um processo preocupante de mudança climática, que impactará todas as dimensões da sociedade. No caso do Espírito Santo, em particular, as consequências das mudanças climáticas na agricultura e no gerenciamento costeiro são mais do que evidentes”.

O reitor Reinaldo Centoducatte ressaltou que os desafios são para praticamente todas as áreas do conhecimento. “Temos um campo muito importante e muito fértil de estudos de novas descobertas e de mudança inclusive de mentalidade, para que possamos superar esses problemas. Teremos que trabalhar na perspectiva da redução da emissão e na perspectiva de criar novos sugadores de CO2. Estamos prontos e ansiosos para enfrentar esse desafio”, disse.

O vice-governador César Colnado destacou o ineditismo da iniciativa: “Isso aqui é inédito, histórico e fundamental. Precisamos construir o amanhã a partir de agora. Plantando a esperança de um futuro melhor, um planeta melhor e de uma sociedade melhor. Esse termo de cooperação vem exatamente referenciar nossa capacidade aqui de produzir ciência, produzir conhecimento. Estamos trabalhando para o futuro com a visão do presente”.

Funcionamento

O Centro de Estudos Climáticos vai contar com sete bolsistas de mestrado, doutorado e pós-doutorado, além de professores e pesquisadores da Ufes. Segundo Nobre, muitos assuntos na área das mudanças climáticas são do interesse do Espírito Santo e diversas pesquisas já estão sendo feitas.

“Estamos pensando em concentrar os estudos em três ou quatro temas, com destaque para a agricultura, florestas e saúde. As ideias começam a convergir nas primeiras conversas com os pesquisadores da Ufes e sabemos que muitas pesquisas de alto nível já estão sendo desenvolvidas aqui. Em médio prazo, pretendemos consolidar um grupo de pesquisa interdisciplinar que possa mensurar os impactos das mudanças climáticas nas mais diversas áreas”, destacou.

Nobre estará na Ufes durante uma semana por mês e a previsão é que o professor fique na coordenação do Centro pelos próximos três anos.     

 

Texto: Hélio Marchioni e Thereza Marinho
Foto: Jorge Medina
Edição: Thereza Marinho

 

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